A Lenda do Número 52

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Ray Anthony Jenkins, nome de nascença, ou Ray Lewis para os mais atentos, nascido a 15 de maio de 1975, jogador de Futebol Americano, 2 vezes vencedor do Superbowl, Superbowl MVP, múltiplas vezes jogador defensivo do ano, passou toda a sua carreira na equipa que o draftou e na cidade que o acolheu, os Ravens, de Baltimore, Maryland. Alegadamente um dos melhores Linebackers da história da NFL, vencedor, vontade, garra, loucura, ambição, campeão, líder. Parece tudo um mar de rosas perfumado, mas não é. Nunca foi.

Irmão mais velho de 5, filho de um pai ausente, Ray rapidamente foi obrigado a tornar-se no homem da casa e a ajudar a mãe a criar os seus 4 irmãos. Deixou cair o nome Jenkins (do pai) pela sua indignação pelo facto do seu pai nunca se ter importado muito com o seu crescimento e adotou o do companheiro da mãe, Lewis.

No liceu, Ray despontava para o Futebol e também como um exímio lutador de Wrestling. Apesar de pequeno para a sua posição, Linebacker, a sua dureza e determinação elevavam a sua estatura em campo. Submeteu-se ao Draft de 1996 proveniente da Universidade de Miami. Foi draftado na 1ª ronda pelos Baltimore Ravens. E nunca mais de lá saiu.

Em 2000, em Atlanta, cidade que recebia naquele ano e naquele dia o Superbowl, Ray Lewis e o seu “grupo de amigos” entraram em desacatos com outro grupo de homens no que resultaram em 2 mortes. Ray esteve 11 dias preso e a liga puniu-o com uma multa de $250,000. Para o bem ou para o mal, este episódio antecedeu o que, 12 meses depois, viria ser a primeira grande vitória dele na NFL, frente aos NY Giants, em 2001. No início da época 2012-2013, Lewis tornou pública a sua intenção de se retirar da liga no final da presente época, aquilo a que ele viria a chamar de “last ride”, criando uma aura de transcendência intra-equipa que, mais tarde, conseguiriam fazer com que em janeiro deste ano, 2013, frente aos San Francisco 49ers, Ray Lewis e os Ravens obtivessem o seu segundo título do Superbowl, permitindo que o líder saísse pela maior porta possível. E merecidamente. Ray Lewis entra na conversa não só dos melhores Linebackers de sempre da NFL como também num dos melhores e mais influentes jogadores de sempre na modalidade. Eu vou mais longe: eu digo que Ray Lewis é um dos maiores líderes e uma das maiores fontes motivacionais na história de todo o desporto.

Bottom line: Para mim, baseado nas experiência académica e de vida, uma pessoa só atinge excelência se for forte mentalmente. E isto treina-se, mas nem todos os treinadores têm a capacidade de transmitirem e treinarem este vértice fundamental do treino desportivo. É preciso saber o que é, saber sentir o que é isto da força mental, da capacidade de liderança, do querer, do fazer tudo sem olhar a meios para atingir fins.  As pessoas nunca ou raramente aprendem com o sucesso. O sucesso mascara o erro e causa complacência. E a complacência é meio caminho andado para a perda do foco no objetivo a atingir, que por sua vez é 3/4 de caminho andado para a derrota. E quando a derrota nos é estranha, em estágios tardios da nossa formação, muito dificilmente saberemos lidar com ela. Ray nunca se livrou da imagem com que ficou depois do episódio do homicídio e a sua vida foi esteve muito longe de ser perfeita mas se alguma coisa que a vida nos vai ensinando é que os melhores só são os melhores porque souberam aprender com os erros e com o sofrimento a que foram submetidos  ao longo das suas vidas.

Só os melhores se tornam campeões. Longa vida ao eterno #52, Ray Lewis.

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